sábado, 4 de julho de 2009

.Atravesse para o outo lado!


O destino era um bar suburbano sem muitas frescuras, a vontade de escutar boas músicas lhe conduziram até lá. Ao entrar no recinto, seu primeiro passo captou uma grande energia, à música rola ao fundo embala momentos, atos, gestos e contatos. Abraços são dados, passos inventados mas uma eleva sua alegria ao extremo, nada mais ao redor existia, se competia era uma empatia que jamais sentia, seu corpo conduzido através das ondas sonoras que lhe atingiam, mexiam lentamente e ao mesmo instante freneticamente de um lado para o outro, movimento involuntário; olhos fechados encontrados, voltados para o psicodélismo algo comunitário.

A luz baixa iluminava os corpos que ali estavam presentes incandescentes, no momento logo todos em um só rítmo, um ímpeto uma marcha para o além do limite, que pode-se sentir com uma música, forma lúdica, se entregar de corpo e alma. Os outros já não importavam, o que pensavam e ansiavam; era um universo paralelo moderno e pscicolédico, Morrison embalava tendência anos 70, assim voltava-se no tempo não vivenciado, mas sim aproveitado no presente, relembrando um passado consequente.

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